Filmes

Ninfomaníaca – parte I: na minha visão

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Eu lembro da primeira vez que ouvi falar desse filme. Meu amigo Renato queria assistir e foi logo depois que assistimos Melancholia. Eu lembro direitinho desse dia. “O Lars Von Trier vai lançar um filme chamado Ninfomaníaca e quem vai estrelar é a Nicole Kidman, vamos assistir quando sair?”
Confesso que fiquei com um pouco de medo desse filme, eu nunca fui de ser fã desse diretor, e o primeiro e único filme que tinha visto dele foi o Melancholia. E olha que esse filme é leve, e fiquei perturbada por semanas, melancólico demais pra mim. Eu tentei ver Dogville mas não consegui nem tocar no dvd por pura preguiça (#notamental, assistir dogville). Aí ouvi dizer do Anticristo e como meus amigos, que sempre assistem a tudo ficaram perturbados, então, não obrigada, não quero ver. Sou dessas que se envolve demais quando assiste filme, sofro junto com o personagem.

E aí eu descobri que o Ninfomaníaca iria fechar a trilogia da depressão (Melancolia, Anticristo e Ninfomaníaca). Será que eu teria que assistir o Anticristo? Ainda bem que não. Um dia quem sabe! Haha.

Nicole Kidman não quis mais fazer e a outra atriz que acabou rejeitando por motivos óbvios de constrangimento foi Kirsten Dust, mas quer saber? Não vejo ela fazendo esse filme. Acho ela um pouco blasé demais. Então quem acabou aceitando foi a Charlotte Gainsburg, queridinha dele talvez, assim como a Penelope está pro Almodóvar? Hahah.

Lars Von Trier começou a fazer o maior auê da publicidade com esse filme, lançando pôsters, pedacinhos do filme, além do site, o trailer do filme que foi até banido do youtube e muita polêmica. E vendeu, porque é sexo.

E aí eu fiquei obcecada, porque eu acompanhei todos os passos e fiquei curiosa pra ver, com um certo receio de parecer tão perturbante como Anticristo, e olha que nem vi esse filme, haha.

Agora pra ler essa parte, tem que apertar o play da música pra entrar no clima.


((CONTÉM SPOILERS!!))
Me surpreendi. Primeiramente o longa demora pra começar, e não é que deu pau no filme, é assim mesmo. A tela é preta por uns booons segundos. De repente, txá, trilha do Rammstein começa a tocar. E aí começa a nossa história, Joe aparece machucada no chão e quem a acolhe é Seligman (“what a fuckin ridiculous name”), um senhor que vai ouvir e fazer metáforas geniais sobre a vida sexual da Joe.

Joe conta sua história desde nova, em como já descobriu a sexualidade cedo (“aos dois, eu descobri minha boc..”), o dia que perdeu a sua virgindade (as estocadas 3+5), quando fez campeonato com sua amiga B. de quantos caras elas conseguiriam transar numa viagem de trem, de quando elas montaram um culto contra o amor (“mea vulva” hahahaha), e como ela agendava e transava com 10 caras por dia, tudo isso sempre acompanhado de ótimas metáforas feitas pelo Seligman (a pesca, fibonacci, Edgard Allan Poe e Bach, tudo muito visual, não apenas explicativo.). Em muitos momentos o filme chega a ser cômico, o que segundo vi nos comentários, é uma coisa nova do diretor, haha. Muitos aplausos pra Uma Thurman, que sensacional a participação dela no filme!

Vale lembrar que essa é a versão “light”, muitas partes são cortadas (vai sair a versão hardcore, sem corte, mais cru e com quase 1 hora a mais de filme), e apesar disso ainda há sim, muiiiitas cenas de sexo. Nada muito quente, é bem ao contrário mesmo, frio e sem sentimento, mas é por isso que chama trilogia da depressão. Acho que se vc está esperando ir ao cinema só pra bater uma punheta, vc está fazendo isso errado, rs.

Uma das cenas mais tristes e lindas, é o capítulo 5, chamado Delirium, é em preto e branco e a gente consegue ver uma Joe com sentimentos. Apenas tão maravilhoso quanto a comparação dos 3 homens que ela transou com a música do Bach.

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Li muita gente criticando a atuação da Stacy Martin, a Joe mais nova, dizendo que ela não sabia interpretar porque tinha a mesma cara morta, mas imagino que seja exatamente esse o papel dela, uma pessoa apática e fria.

A última cena que corta para a parte 2 eu gostei muito, a sensação de quero mais, quero ver até o fim, quero assistir as 5 horas de filme. hahahaha. E ainda aparece o trailer da 2a parte, o que torna tudo muito mais interessante e parece bem mais pesado que a primeira parte. Foi o que li num comentário do filmow: “o primeiro foi só carinho, o segundo vai ser um tapa na cara”.

Então, março, chega logo!!

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